Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos

Ação promovida pela ACN e CNBB convida fiéis a rezar pelas comunidades que enfrentam perseguição por conta da fé no mundo.

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Foto: Diocese de Uberlândia

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realiza nesta quinta-feira, dia 06 de agosto, a 12ª edição do Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos. A iniciativa convida todas as paróquias e comunidades católicas do Brasil a se unirem em oração pelos cristãos que sofrem perseguição por causa da fé. Neste dia, foi celebrada uma missa na capela da ACN, em São Paulo (SP), às 11h, com transmissão ao vivo pelo Youtube da ACN Brasil.

“Rezar é demonstrar importância ao tema e dar a visibilidade necessária para uma posição contrária à perseguição de quem, ainda hoje, paga um alto preço por acreditar em Jesus”, disse a ACN.

Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos

O Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos é celebrado em 6 de agosto em memória da perseguição sofrida pelos cristãos do norte do Iraque em 2014, quando milhares de pessoas foram expulsas de suas casas pelo grupo Estado Islâmico. Na ocasião, cerca de 100 mil cristãos deixaram a região durante a noite em direção às cidades curdas de Erbil e Dohuk.

“Cerca de 100 mil cristãos, aterrorizados e em pânico, fugiram de suas casas sem nada, somente com as roupas do corpo”, disse na época o então patriarca da Babilônia dos Caldeus, cardeal Louis Raphael Sako.

Depois de receber as primeiras informações sobre a situação, a ACN mobilizou seus benfeitores e iniciou ações de apoio aos cristãos perseguidos e refugiados. Desde então, a fundação pontifícia desenvolve projetos de ajuda humanitária no Oriente Médio, com iniciativas voltadas à alimentação, abrigo e educação das comunidades afetadas.

“A liberdade religiosa não pode ser defendida apenas pelas comunidades religiosas, ela exige o esforço de todos nós, governos, instituições, educadores”, por isso, “devemos erguer nossas vozes, exigir proteção e lembrar, se a liberdade religiosa é negada a um, cedo ou tarde será negada a todos. O momento de agir é agora, porque a liberdade religiosa é um direito humano e não um privilégio”, diz a ACN.

 

 

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