No dia 18 de outubro, somos convidados a homenagear os médicos. Salvo engano, nos países de tradição cristã, tal fato se deve à memória de São Lucas, autor do terceiro evangelho. Existe uma razão tradicional para fazermos memória dos médicos no dia desse evangelista: Lucas era médico.
Realmente esse evangelista tinha uma cultura mais elevada. Era helenista e teria nascido em Antioquia, cidade cujo nome homenageia um dos grandes generais de Alexandre Magno que criador de um imenso império e, para que esse se perpetuasse difundiu a cultura dos gregos muito admirada por ele.
Na carta aos colossenses (Cl 4,1-14) São Paulo o chama de “caríssimo médico” e, Santo Irineu (Século I-II), um dos grandes e admirados padres da Igreja, afirmou que Lucas era médico.
O grego de Lucas é elegante, excetuando os dois primeiros capítulos, repletos de semitismos. Chama a nossa atenção o fato de que na famosa frase de Jesus sobre a dificuldade dos ricos entrarem no céu, Marcos e Mateus empregam o termo “rhaphis” (agulha) enquanto Lucas faz uso de um termo técnico da medicina da época (“beloné”), uma agulha cirúrgica.
Não desejo me prolongar, importa é agradecer a Deus (Senhor e autor da sabedoria e da ciência) pelos médicos que temos. No seu amor o Pai nos dirigiu sua Palavra e deu-nos o modelo de humanidade para todos nós. Que os médicos desempenhem com zelo e ânimo a honrosa profissão de sarar os corpos e oferecer-nos mais alegria no viver, no cotidiano.
Com essas brevíssimas palavras, manifesto aos médicos os mais vivos sentimentos de gratidão. Muito obrigado, senhor(a) médico(a).