A Comissão Diocesana de Justiça e Paz está desenvolvendo a CAMPANHA DO VOTO CIDADÃO, cujo objetivo é contribuir para que leigos/as, no exercício de sua Cidadania, VOTEM com responsabilidade, consciência e liberdade.
TEMA 6: O VOTO CIDADÃO e os riscos para a democracia
Já dissemos que o VOTO CIDADÃO é um voto consciente e livre, mas ele está cercado de sérias ameaças à Democracia. Vamos apresentar algumas delas para que fiquemos atentos à sua presença em nosso meio.
- Teologia do Domínio: riscos para a Democracia e para a Fé cristã
A chamada “teologia do domínio” é uma corrente de pensamento presente em alguns grupos cristão. Ela defende que os fiéis devem conquistar e exercer controle sobre as estruturas da sociedade, como a política, a educação, a cultura e a economia. Em geral, essa visão sustentada biblicamente, como o mandato de “dominar a terra” (Gn 1, 28), aplicado não apenas à criação, mas também à organização social e política.
Do ponto de vista democrático, essa proposta apresenta riscos relevantes. A dominação de um grupo religioso sobre a vida pública, pode enfraquecer o pluralismo, desrespeitar a diversidade de crenças e comprometer a laicidade do Estado. A democracia pressupõe convivência entre diferentes visões e a construção de consensos por meio do diálogo, não a imposição de um projeto único de sociedade.
- O uso da Inteligência Artificial no período eleitoral
O uso da Inteligência Artificial no período eleitoral impõe novos desafios e responsabilidades para candidatos/as, eleitores/as e instituições. Trata-se de uma tecnologia com grande potencial, capaz de ampliar o acesso à informação, facilitar a comunicação política e qualificar o debate público. No entanto, seu uso inadequado pode comprometer a transparência do processo eleitoral e a formação livre da opinião dos eleitores/as.
- Desinformação: o risco das fake news (notícias falsas)
Embora o termo seja recente, o fenômeno não é novo: notícias falsas sempre existiram. No entanto, no contexto digital atual, elas se tornaram muito mais rápidas, amplas e difíceis de controlar, circulando com facilidade pelas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Além das empresas especializadas na produção e disseminação de conteúdos totalmente falsos ou distorcidos, qualquer pessoa pode criar e espalhar notícias falsas com facilidade nas redes sociais e aplicativos de mensagens. No contexto político, esse cenário favorece a manipulação e a confusão, com o objetivo de influenciar o/a eleitor/a e levá-lo/a às decisões equivocadas na escolha dos/as candidatos/as.
Por isso, é fundamental adotar uma postura crítica diante das propagandas eleitorais: desconfiar de mensagens sensacionalistas; verificar se a informação aparece em veículos de comunicação conhecidos e de confiança; observar a fonte identificada e o autor; não confiar apenas em mensagens encaminhadas.
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Comissão Diocesana de Justiça e Paz