Em 2026, comemoram-se 55 anos do Mês da Bíblia no Brasil. O lema deste ano, “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14), convida os fiéis à resistência espiritual e à fidelidade a Deus.
Com a chegada do mês de setembro, a Igreja Católica no Brasil celebra o Mês da Bíblia, um tempo favorável para intensificar o contato com a Palavra de Deus, promover a animação bíblica nas comunidades e aprofundar a fé. Em 2026, a proposta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é a leitura e o estudo do Livro de Daniel, iluminado pelo lema: “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14).
De 1 a 30 de setembro, a Diocese de Uberlândia convida toda a comunidade diocesana — paróquias, pastorais, movimentos e famílias — a fazer um mergulho nesses escritos sagrados que narram a trajetória do profeta Daniel e de seus companheiros durante o Exílio na Babilônia.
O Mês da Bíblia 2026 e o Livro de Daniel
O Livro de Daniel evidencia temas centrais da nossa fé: a fidelidade irrestrita a Deus, a interpretação de sonhos, as visões apocalípticas e a afirmação da soberania divina sobre todos os impérios da terra.
Em tempos marcados por incertezas, pressões e rápidas transformações, a mensagem de Daniel propõe uma profunda reflexão sobre a resistência espiritual, a oração constante e o discernimento.
O lema deste ano — “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14) — expressa o coração dessa mensagem: enquanto os reinos humanos e as potências terrestres surgem e desaparecem, o Reino de Deus permanece para sempre, oferecendo esperança e segurança para a vida cristã.
A proposta deste mês é induzir um olhar para a Bíblia com mais sensibilidade, compreendendo como permanecer firme no chamado de Deus em meio às adversidades do mundo atual.
55 anos de história e tradição no Brasil
O Mês da Bíblia celebra, em 2026, 55 anos de existência como uma consolidada iniciativa da Igreja no Brasil. Instituído em 1971, o projeto nasceu do espírito impulsionador do Concílio Vaticano II, que incentivou a aproximação direta dos fiéis com a Sagrada Escritura.
A escolha de setembro para esta celebração está diretamente relacionada à memória de São Jerônimo, celebrado no dia 30 de setembro.
São Jerônimo e a tradução da Vulgata
Ordenado sacerdote em 379 d.C., Jerônimo foi uma personalidade célebre de seu tempo, reconhecido por sua vasta capacidade intelectual, erudição e profundo conhecimento das línguas bíblicas.
Apresentado ao Papa Dâmaso em Roma como um exegeta de grande clareza, recebeu do Pontífice, em 382 d.C., a incumbência de revisar a antiga tradução dos quatro Evangelhos em latim.
Jerônimo concluiu a revisão dos Evangelhos e acrescentou uma versão dos Salmos (traduzida do texto grego da Septuaginta) antes da morte do Papa Dâmaso, em 384 d.C. Todo esse dedicado empenho culminou na Vulgata, a célebre versão da Bíblia em latim que permitiu que as Escrituras chegassem a um público muito mais amplo na época. Vale ressaltar que, nessa missão de traduzir a Bíblia, São Jerônimo contou também com a valiosa colaboração de Santa Paula de Roma e de sua filha, Eustóquia.