A participação dos cristãos leigos na Política

Comissão Diocesana de Justiça e Paz inicia série de reflexões destacando a política como forma de caridade e a busca pelo bem comum

Tempo de leitura estimado: 3 min

Foto: Diocese de Uberlândia

A Comissão Diocesana de Justiça e Paz está desenvolvendo a CAMPANHA DO VOTO CIDADÃO, cujo objetivo é contribuir para que leigo/as, no exercício de sua Cidadania, VOTEM com responsabilidade, consciência e liberdade. Oxalá esta reflexão possa nos iluminar e animar para uma efetiva participação na Política.

TEMA 2: A participação dos cristãos leigos na Política

O Papa São João Paulo II disse: “Não pode haver, na sua vida, dois caminhos paralelos: de um lado, a chamada vida “espiritual”, com os seus valores e exigências, e, de outro, a chamada vida “secular”, ou seja, a vida de família, de trabalho, das relações sociais, do empenho político e da cultura. O ramo enxertado na videira, que é Cristo, leva a sua seiva a todo o setor da atividade e da existência. Qualquer atividade, qualquer situação, qualquer ação concreta, inclusive o serviço social e político, a proposta da verdade no âmbito da cultura, são ocasiões providenciais para um constante exercício da fé, da esperança e da caridade”.

Neste texto o Santo Papa nos recorda que a Política também é um campo legítimo e importante da atuação cristã, pois ali é um espaço para promover o bem comum, a justiça e a dignidade humana à luz do Evangelho. O/a cristão/ã leigo/a que sente vocação para a vida política não apenas pode, mas deve assumir esse caminho com responsabilidade e espírito de serviço. Sua atuação deve ser guiada pelos valores do Evangelho, como a caridade, a verdade e a busca pelo bem de todos, especialmente dos mais necessitados. Dessa forma, a Política se torna uma verdadeira expressão da fé em ação, contribuindo para a transformação da sociedade segundo o reinado de Deus.

Pelo lado do/a eleitor/a vale a pena recordar o princípio de um sábio grego: “O maior castigo para aquele que não gosta da Política, é ser governado por aqueles que gostam dela”. Não há neutralidade política, ou a pessoa participa dela com consciência e responsabilidade, e assim contribui para a POLÍTICA MELHOR, ou ela a ignora, se omite, deixando que outros se ocupem dela para defender seus próprios interesses.

A propósito, deixamos duas perguntinhas provocativas para a reflexão pessoal:

a- Quais foram os candidatos que você votou nas últimas Eleições gerais (2022), especialmente, os deputados e senadores?

b- Como o/as cristão/ãs leigo/as podem participar da Política de maneira ética e responsável, vivendo a espiritualidade de Jesus também no compromisso com a sociedade?

Já afirmamos na abertura da Campanha do Voto Cidadão que a Igreja Católica não tem partido, nem apoia qualquer candidato/a. Além disso, convém lembrar que a propaganda eleitoral em espaços eclesiais não é permitida. O pedido de votos na Igreja, mesmo que disfarçado, pode configurar uma infração ou até crime eleitoral. Caso haja algum tipo de propaganda eleitoral dentro da Igreja, ou em suas dependências, tanto o/a Candidato/a quanto a própria Paróquia podem sofrer as penalidades da Justiça Eleitoral. Portanto, muito cuidado! Não caiamos em armadilhas eleitoreiras.

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Comissão Diocesana de Justiça e Paz

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