Diácono Everaldo
A administração da Diocese de Uberlândia tem como missão garantir o bom funcionamento pastoral, organizacional e econômico da Igreja local, sempre à luz do Evangelho, da doutrina da Igreja e do bem comum das comunidades.
Composta por leigos, diáconos, presbíteros e pelo bispo diocesano, a equipe administrativa atua com espírito de serviço e corresponsabilidade, cuidando da gestão dos recursos, da transparência institucional e do apoio às paróquias, pastorais, movimentos e obras sociais da diocese.
Diácono, Mariologia
A Igreja admite aparições, mas discerne com prudência: mesmo aprovadas, são revelações privadas, não exigem fé divina e ajudam a viver melhor o Evangelho. Deus pode agir de modo extraordinário sem “violar” a criação. Em Lourdes (1858), Maria aparece a Bernadette como Imaculada Conceição, pedindo oração e penitência; ali se multiplicam curas e conversões. A mensagem corrige equívocos: Maria não substitui Cristo; confirma e difunde sua obra redentora, conduzindo à metanoia.
Diácono, Mariologia
A fé da Igreja reconhece em Maria a plenamente redimida: preservada do pecado original na Imaculada Conceição e glorificada em corpo e alma na Assunção. Redimida por Cristo de modo preventivo e perfeito, Maria é o reflexo antecipado da salvação plena prometida a toda a humanidade. Seus privilégios, fruto da graça divina, revelam a força redentora de Cristo e a esperança da Igreja: em Maria, a redenção alcança sua forma mais pura e luminosa.
Diácono, Mariologia
A fé da Igreja reconhece em Maria a Mãe de Deus e Sempre Virgem, inseparável do mistério de Cristo. Sua maternidade divina, proclamada no Concílio de Éfeso (431), confirma que Jesus é uma só Pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A virgindade perpétua — antes, durante e depois do parto — manifesta que a salvação é puro dom de Deus, não fruto humano. Maria concebeu pelo Espírito Santo, deu à luz sem perder a integridade e permaneceu Virgem, sinal da nova criação e da fé total em Deus.
Diácono, Mariologia
Quarto Evangelho mostra Maria em dois ápices: Caná, onde sua mediação discreta inaugura o primeiro “sinal” e antecipa a “hora”, e a Cruz, onde, chamada “Mulher”, recebe o discípulo e torna-se figura materna da Igreja. João ainda alude à origem divina de Jesus face às origens humildes. Em Ap 12, a “Mulher” que dá à luz o varão pascal simboliza sobretudo a Igreja, mas admite leitura mariana: Maria/Igreja em luta, coroada na vitória do Cordeiro.
Diácono, Mariologia
O capítulo apresenta Maria em Lucas, evangelho dirigido a um ambiente gentílico. Nos “relatos da infância” (Lc 1–2), sobressai a Anunciação (cheia de graça, concepção virginal, fiat e estrutura trinitária), a Visitação (Maria como arca da nova aliança), o Natal (Messias davídico; Maria guarda e medita), a Apresentação e o Menino no Templo (identidade filial de Jesus). Em At 1,14, Maria está com a Igreja nascente. Modelo do discípulo, ela “avança na peregrinação da fé”.
Diácono, Mariologia
O texto examina Maria em Mateus: na genealogia (1,1–17), Maria quebra o padrão “gerou”, sinalizando nova criação; em 1,18–25, a concepção virginal pelo Espírito e a filiação davídica por José cumprem Is 7,14 (“Emanuel”). Em 2,1–12, os magos homenageiam o Menino com sua mãe, indicando realeza e missão universal; em 2,13–23, o refrão “o menino e sua mãe” acompanha Jesus que recapitula o êxodo. Mateus privilegia a perspectiva de José e dá núcleo histórico com claro sentido teológico.